Ex-assessor de confiança de Toninho é acusado de desviar R$ 5,3 milhões da Prefeitura de Inocência
Michell Bruno ocupou cargos estratégicos na administração municipal, incluindo a Secretaria de Administração. Segundo o Ministério Público, os desvios teriam ocorrido entre 2022 e 2025.
Arquivo Um caso que envolve milhões de reais e cargos importantes da administração municipal ganhou novos detalhes e chama a atenção da população de Inocência. O ex-servidor Michell Bruno Medeiros de Almeida, de 35 anos, é acusado pelo Ministério Público de desviar aproximadamente R$ 5,3 milhões dos cofres da Prefeitura ao longo de três anos.
O que chama a atenção é que Michell não ocupava uma função qualquer dentro da administração. Ele era considerado um dos nomes de confiança da gestão do prefeito Antônio Ângelo Garcia dos Santos, o Toninho da Cofapi, e chegou a ocupar a Secretaria Municipal de Administração, além de ter atuado como tesoureiro, contador e chefe do Inoprev, o Fundo de Previdência dos Servidores Municipais.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, as irregularidades teriam começado em junho de 2022, quando ele trabalhava na tesouraria da Prefeitura. A investigação aponta que o servidor utilizava boletos falsificados e alterações nos registros de arrecadação de impostos para direcionar dinheiro público a contas particulares.
Mesmo depois de deixar oficialmente a tesouraria, em agosto de 2023, ele teria continuado com acesso a procedimentos financeiros da Prefeitura, e as movimentações suspeitas teriam seguido até outubro de 2025.
Dinheiro público teria sido usado em apostas e despesas pessoais
Entre os dados apresentados na investigação, um dos números que mais impressiona é o gasto com jogos de azar. Segundo o Ministério Público, aproximadamente R$ 914 mil teriam sido utilizados em 1.309 apostas realizadas em casas lotéricas.
A apuração também aponta despesas com imóveis, veículos e outros gastos particulares.
Michell foi preso em outubro de 2025. O caso envolve suspeitas de desvio de recursos públicos e segue na Justiça. As acusações ainda dependem de julgamento.
Câmara também apura responsabilidades
O caso também chegou ao Legislativo municipal. A Câmara de Inocência instaurou uma Comissão Processante para apurar possível responsabilidade do prefeito Toninho da Cofapi em relação à fiscalização e ao controle das finanças municipais.
A investigação parlamentar busca esclarecer se houve omissão ou negligência na fiscalização dos recursos públicos. A abertura do procedimento não significa que o prefeito tenha sido considerado culpado.
O episódio levanta questionamentos importantes sobre os mecanismos de controle dentro da Prefeitura e sobre como um servidor que ocupou funções tão estratégicas teria conseguido, segundo a acusação, manter as movimentações irregulares por tanto tempo.
O dinheiro investigado pertence aos cofres públicos e, consequentemente, à população de Inocência. Por isso, a apuração dos fatos e o esclarecimento das responsabilidades são fundamentais.





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